a idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O início é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho, é o oposto.
A rotina do jornal é o fato.
A celebridade é a rotina do boato.
A rotina da mão é o toque.
A rotina da garganta é o rock.
O coração é a rotina da batida.
A rotina do equilíbrio é a medida.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem a sua beleza.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Se você tivesse me ligado...
Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes. (...) A cada dia viver me esmaga com mais força. Caio Fernando Abreu
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.........
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Success

To laugh often and much; to win the respect of intelligent people and the affection of children; to earn the appreciation of honest critics and endure the betrayal of false friends; to appreciate beauty; to find the best in others; to leave the world a bit better, whether by a healthy child, a garden patch or a redeemed social condition; to know even one life has breathed easier because you have lived. This is to have succeeded.
Emerson, Ralph Waldo
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Quando você decide algo.

No início desse ano, eu disse a mim mesmo: Nçao vou fazer mais nada que eu não goste de fazer.
Quando falei isso, eu me referia a parte dos relacionamentos, onde eu acabava ficando ou me relacionando com as pessoas por comodismo, por pena ou até mesmo para não dizer "não" à pessoa.
Com certeza isso não é posto em prática em 100% das vezes, mas mudar é difícil. Ainda mais quando eu tenho a tendência de evitar atritos e uma das melhores formas de fazer isso é não dizendo "não".
No entanto, já houve diversas situações onde eu consegui cumprir o que havia prometido a mim mesmo.
Hoje, aquilo não vale mais só para relacionamentos amorosos, por assim dizer, mas começa a entrar em um âmbito geral da minha vida.
Não quero mais ter contato com pessoas que sejam negativas, baixo-astral ou mal-humoradas. Não quero mais me forçar a ir ao encontro de algumas pessoas somente para "naõ perder o contato" com a pessoa.
Existem pessoas que eu sinto saudade ou mesmo falta do companheirismo, mas é tão desgastante ter que ficar dando o braço a torcer o tempo todo. Eu sempre fui aquele que chega cheio de dedos para falar com as pessoas, humilde e tal, quase pedindo por favor pra falar com a pessoa, e acho que sempre conquistei amizades assim, mas não sei se de agora em diante eu vou continuar me preocupando tanto em causar uma boa primeira impressão. Meio emo talvez, mas cansei de ser aquele que reverencia o outro primeiro, como quem pede para ser reverenciado depois, feito em algumas culturas.
Não vou ser um trator e atropelar todo mundo "com o meu jeito" hahaha. Mas simplesmente agirei com ajo com aqueles a quem conheço, mantendo a educação e o respeito que me devolvem.
Não sei se não estou muito rabugento, mas é que uma hora a gente cansa de dar e ainda assim ser cobrado. Não podem esperar de mim mais do que me dão em troca.
Isso é, se eu fosse egoísta, por que teoricamente devemos dar sem receber nada em troca. Àqueles que não entendem o que eu quero dizer com "dar sem receber nada em troca" me refiro à reciprocidade entre as pessoas.
Vai levar algum tempo até eu por em prática, aquilo que eu disse a mim mesmo, num âmbito geral da minha vida, mas de pouco em pouco se faz muito.
=)
bom dia chuvoso pra vocês também.
domingo, 9 de agosto de 2009
O preço das coisas
Tudo tem seu preço. Verdade? Sim.
Ao menos eu acredito que sim. Ainda mais se pensarmos que abrimos mão de algumas coisas para termos outras. Como quando um pai abre mão do contato com os filhos para trabalhar mais e prover uma vida melhor para sua família. Ou quando uma pessoa abre mão de toda a sua vida para viver ao lado de outra, mesmo que seja em uma barraca na beira da praia.
Na verdade, tudo não tem preço, pois todas as nossas coisas são incalculáveis para nós mesmos. A sua liberdade ou o teu amor por alguém tem preço? Aposto que não.
Será que podemos ter tudo? Pelo o que eu disse ali em cima, não. Pois se trocamos uma coisa por outra, nunca teremos tudo que queremos. Mas será que não queremos demais, ou melhor, será que não achamos que queremos demais.
As vezes eu acho que as pessoas focam demais em uma única coisa. Eu disse no post anterior, que queria ter sucesso em três áreas da minha vida, acadêmica, profissional e amorosa. Onde ficou a minha família nesse meio todo?
Não que tenha acontecido alguma coisa com alguém. Mas as vezes, a gente fica tão concentrado em fazer algumas coisas darem certo e esquece que as que já estão dando certo podem não dar mais. Como evitar isso? Acho que não tem como. Talvez se a gente não se dedicar demais a uma única coisa, e sempre estar presente quando estamos em um lugar.
Não sei se entendem, mas muitas vezes as coisas em nossas vidas acontecem, e nós ficamos como espectadores, não tomando atitude nenhuma em relação às situações. E como toda ação causa uma reação, até por que não reagir é uma reação.
O que eu vejo, em amigos, na minha família, e até em alguns relacionamentos que passaram. É que muitas vezes você pode ser bem sucedido profissionalmente, freqüentar as melhores festas e no final ir sozinho pra casa.
As vezes me parece que quanto maior o lado material da pessoa, mais emocionalmente carente ela está, seja por amigos, família ou namorado(a). É óbvio que isso não é regra. Eu conheço pessoas que tem muito dinheiro e emocionalmente estão muito bem obrigado.
Na família ou em amigos, eu encontro exemplos de pessoas que tem grana, mas de tanto trabalhar ficaram doentes. Ou que ganham bem, mas sentem um vazio que nem mesmo sabem explicar. Ao mesmo tempo que conheço pessoas que acordam todos os dias com um sorriso de orelha a orelha sem ter nem um centavo no bolso. É engraçado isso. Mas é a realidade. É incrível a porcentagem de pessoas que lida com o dinheiro como provedor de felicidade e não como um mero auxiliar.
Você seria feliz mesmo tendo seus bens materiais reduzidos a 10% do que tem hoje?
O que eu quero dizer é: Imagine todas as pessoas as quais você conhece ou que são mais próximas a você. Agora imagine somente você e elas em uma ilha deserta. Você conseguiria viver assim e ser feliz?
A resposta só pode se basear em o quanto as pessoas que estão a nossa volta fazem parte da nossa felicidade.
Então eu digo. Cultive ao seu redor amigos que o façam feliz, e faça-os feliz em troca, e se sobrar algum tempo, trabalhe.
Nós não precisamos esperar o pior acontecer para percebermos o nosso o erro, basta olhar a nossa volta e nos perguntarmos se as pessoas com as quais nos preocupamos estão bem. Porque de nada adianta sermos milionários se não tivermos com quem compartilhar nossa felicidade. That’s what I believe.
Será que o que eu escrevi fez algum sentido? At all?
Não vou ler de novo. Vai assim mesmo.
Ao menos eu acredito que sim. Ainda mais se pensarmos que abrimos mão de algumas coisas para termos outras. Como quando um pai abre mão do contato com os filhos para trabalhar mais e prover uma vida melhor para sua família. Ou quando uma pessoa abre mão de toda a sua vida para viver ao lado de outra, mesmo que seja em uma barraca na beira da praia.
Na verdade, tudo não tem preço, pois todas as nossas coisas são incalculáveis para nós mesmos. A sua liberdade ou o teu amor por alguém tem preço? Aposto que não.
Será que podemos ter tudo? Pelo o que eu disse ali em cima, não. Pois se trocamos uma coisa por outra, nunca teremos tudo que queremos. Mas será que não queremos demais, ou melhor, será que não achamos que queremos demais.
As vezes eu acho que as pessoas focam demais em uma única coisa. Eu disse no post anterior, que queria ter sucesso em três áreas da minha vida, acadêmica, profissional e amorosa. Onde ficou a minha família nesse meio todo?
Não que tenha acontecido alguma coisa com alguém. Mas as vezes, a gente fica tão concentrado em fazer algumas coisas darem certo e esquece que as que já estão dando certo podem não dar mais. Como evitar isso? Acho que não tem como. Talvez se a gente não se dedicar demais a uma única coisa, e sempre estar presente quando estamos em um lugar.
Não sei se entendem, mas muitas vezes as coisas em nossas vidas acontecem, e nós ficamos como espectadores, não tomando atitude nenhuma em relação às situações. E como toda ação causa uma reação, até por que não reagir é uma reação.
O que eu vejo, em amigos, na minha família, e até em alguns relacionamentos que passaram. É que muitas vezes você pode ser bem sucedido profissionalmente, freqüentar as melhores festas e no final ir sozinho pra casa.
As vezes me parece que quanto maior o lado material da pessoa, mais emocionalmente carente ela está, seja por amigos, família ou namorado(a). É óbvio que isso não é regra. Eu conheço pessoas que tem muito dinheiro e emocionalmente estão muito bem obrigado.
Na família ou em amigos, eu encontro exemplos de pessoas que tem grana, mas de tanto trabalhar ficaram doentes. Ou que ganham bem, mas sentem um vazio que nem mesmo sabem explicar. Ao mesmo tempo que conheço pessoas que acordam todos os dias com um sorriso de orelha a orelha sem ter nem um centavo no bolso. É engraçado isso. Mas é a realidade. É incrível a porcentagem de pessoas que lida com o dinheiro como provedor de felicidade e não como um mero auxiliar.
Você seria feliz mesmo tendo seus bens materiais reduzidos a 10% do que tem hoje?
O que eu quero dizer é: Imagine todas as pessoas as quais você conhece ou que são mais próximas a você. Agora imagine somente você e elas em uma ilha deserta. Você conseguiria viver assim e ser feliz?
A resposta só pode se basear em o quanto as pessoas que estão a nossa volta fazem parte da nossa felicidade.
Então eu digo. Cultive ao seu redor amigos que o façam feliz, e faça-os feliz em troca, e se sobrar algum tempo, trabalhe.
Nós não precisamos esperar o pior acontecer para percebermos o nosso o erro, basta olhar a nossa volta e nos perguntarmos se as pessoas com as quais nos preocupamos estão bem. Porque de nada adianta sermos milionários se não tivermos com quem compartilhar nossa felicidade. That’s what I believe.
Será que o que eu escrevi fez algum sentido? At all?
Não vou ler de novo. Vai assim mesmo.
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